A Polícia Federal identificou indícios de pagamentos mensais feitos ao senador Ciro Nogueira no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo informações divulgadas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no g1, mensagens interceptadas pela PF apontam que os repasses poderiam chegar a R$ 500 mil mensais.
De acordo com a investigação, diálogos entre o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu primo Felipe Vorcaro fazem referência direta aos pagamentos destinados a “Ciro”. Em uma das conversas analisadas pelos investigadores, Felipe pergunta: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, trecho que passou a integrar o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF suspeita que os pagamentos estariam relacionados à atuação parlamentar do senador. O foco da investigação é uma emenda apresentada por Ciro Nogueira à PEC 65/2023, que previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo os investigadores, o texto teria sido elaborado pela própria assessoria do Banco Master antes de ser protocolado no Senado.
A defesa de Ciro Nogueira afirmou que o senador está à disposição da Justiça e negou participação em qualquer atividade ilícita. A operação também apura possíveis crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado envolvendo o Banco Master e empresários ligados ao grupo financeiro.