A Polícia Federal identificou um repasse de R$ 14,2 milhões feito por um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira. A informação veio à tona nesta quarta-feira (21/5) e aumentou a pressão política sobre o ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, em meio ao avanço das investigações envolvendo operadores financeiros e empresários ligados ao caso.
Segundo informações divulgadas pelo g1, os investigadores apontam que os valores foram transferidos para uma empresa controlada por familiares do senador. A movimentação financeira passou a ser analisada dentro do inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, operações financeiras irregulares e conexões políticas envolvendo estruturas ligadas ao grupo Refit.
O nome da Refit já aparece em outras frentes de investigação conduzidas pela PF. O grupo, que controla a Refinaria de Manguinhos, é alvo de apurações sobre um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal e influência política. Documentos apreendidos pela Polícia Federal também mencionam interlocutores próximos de figuras importantes do Centrão e do antigo governo federal.
Até o momento, não há informação pública de que Ciro Nogueira seja formalmente investigado no caso. A defesa do senador afirma que todas as operações realizadas pela empresa da família são legais e declaradas aos órgãos competentes.
O caso ganhou ainda mais repercussão por ocorrer em meio às investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e o chamado escândalo do Banco Master, que já atingiu empresários, operadores do mercado financeiro e nomes influentes da política nacional.