Ministério da Saúde ativou o Plano Nacional de Contingência para Febres Hemorrágicas Virais após o avanço do surto de Ebola na África Subsaariana. Apesar de não haver casos registrados no Brasil, o governo federal decidiu reforçar as medidas preventivas diante do aumento das notificações da doença em países africanos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia já atinge dez países africanos e tem como principal foco a República Democrática do Congo, onde circula a variante Bundibugyo do vírus. Dados atualizados até 21 de maio apontam 746 notificações suspeitas e 220 mortes relacionadas ao Ebola no país africano.
Entre as medidas adotadas pelo Brasil estão o reforço da vigilância epidemiológica em viajantes vindos de áreas afetadas, identificação rápida de casos suspeitos, isolamento imediato de pacientes e rastreamento de contatos. O protocolo também prevê nova coleta de sangue após 48 horas em situações suspeitas, mesmo quando o primeiro exame apresentar resultado negativo.
Apesar do alerta internacional emitido pela OMS, especialistas afirmam que o risco de disseminação do Ebola no Brasil é considerado baixo. Autoridades destacam que não existem voos diretos entre o país e as regiões afetadas, além de a transmissão ocorrer apenas por contato direto com fluidos corporais contaminados.
O atual surto chama atenção das autoridades sanitárias por envolver a variante Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina aprovada nem tratamento específico. A OMS declarou emergência internacional de saúde pública, mas ressaltou que o cenário atual não configura uma pandemia.