A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto para aprofundar as investigações sobre um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta etapa, o foco é apurar suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionados aos recursos obtidos com as fraudes.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais realizadas por meio de pessoas físicas, empresas, contas bancárias de terceiros e operações em dinheiro vivo, com o objetivo de esconder a origem e o destino dos valores.
De acordo com informações divulgadas pelo blog da jornalista Camila Bomfim, no g1, entre os alvos da operação estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), além do advogado Willer Tomaz. O parlamentar não foi alvo de mandado nesta fase, embora continue sendo investigado no inquérito.
A Operação Sem Desconto investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, praticados entre 2019 e 2024. As apurações apontam que os desvios podem alcançar bilhões de reais, tornando o caso uma das maiores investigações já realizadas sobre fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.
Com o material apreendido nesta nova fase, a Polícia Federal pretende esclarecer o destino dos recursos, identificar os beneficiários do esquema e individualizar a conduta dos investigados. O inquérito apura possíveis crimes de estelionato previdenciário, organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.