A investigação sobre a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil do Tocantins informar que a criança já apresentava sinais de violência desde 2024. Segundo o delegado responsável pelo caso, vídeos gravados pela mãe mostram o menino retornando das visitas ao pai com machucados e, em algumas ocasiões, aparentemente sob efeito de substâncias. As informações foram divulgadas pelo g1.
De acordo com o delegado Eduardo Menezes, o material reunido pela investigação inclui vídeos, fotografias e registros de lesões que indicam um histórico contínuo de agressões. Em entrevista coletiva, ele afirmou que há imagens da criança “nitidamente dopada” e com ferimentos após os períodos em que permanecia na casa do pai.
Segundo a investigação, os pais de Gustavo viviam uma disputa judicial relacionada à guarda e à convivência da criança. A mãe relatou que o filho frequentemente voltava das visitas com hematomas e arranhões, mas teria evitado medidas mais severas por medo de ameaças atribuídas ao ex-companheiro.
O pai da criança e a madrasta estão presos preventivamente e são investigados, inicialmente, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. O laudo do Instituto Médico-Legal descartou a hipótese de afogamento apresentada inicialmente e apontou que Gustavo morreu em decorrência de múltiplas agressões, reforçando a linha de investigação adotada pela Polícia Civil.