A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, foi condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato do marido, o italiano Fabio Ravasio, de 52 anos. Segundo a acusação acolhida pela Justiça, ela teria planejado a morte para que parecesse um atropelamento e, assim, ficar com o patrimônio da vítima, avaliado em cerca de 3 milhões de euros, aproximadamente R$ 17 milhões.
De acordo com o Metrópoles, Ravasio morreu em agosto de 2024, após ser atingido por um carro enquanto andava de bicicleta em Parabiago, na região de Milão. Inicialmente, o caso foi tratado como um acidente de trânsito com fuga do motorista. As investigações, no entanto, concluíram que o atropelamento teria sido uma emboscada planejada durante meses.
A Justiça italiana apontou Adilma como responsável por coordenar o plano, que contou com a participação de outras sete pessoas. Entre os envolvidos estava Igor Benedito, filho da brasileira, apontado como o motorista do veículo que atingiu Ravasio e condenado a 23 anos de prisão. Outros dois réus, Marcello Trifone e Fabio Lavezzo, também receberam penas de prisão perpétua.
Durante o julgamento, Adilma negou as acusações e afirmou que não tinha motivos para matar o companheiro. A brasileira atribuiu a responsabilidade pelo crime a um ex-amante, Massimo Ferretti, que também foi condenado, a 24 anos de prisão. A defesa anunciou que pretende recorrer da condenação.
Após o assassinato de Ravasio, autoridades italianas também reabriram a investigação sobre a morte de um ex-marido de Adilma, Michele Della Malva, ocorrida em 2011 e inicialmente atribuída a um infarto. O Ministério Público investiga a possibilidade de envenenamento. Na imprensa italiana, Adilma passou a ser chamada de “louva-a-deus de Parabiago”.