O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, foi indiciado novamente pela Polícia Civil de Goiás. Desta vez, ele é investigado por supostamente usar mais de R$ 106 mil da Associação dos Proprietários de um condomínio, em Caldas Novas, para despesas pessoais. As informações são do G1 Goiás.
Segundo a investigação, entre os gastos considerados irregulares estão R$ 25,2 mil em postos de combustíveis e R$ 4,4 mil em manutenção de veículos. A polícia afirma que a associação não possuía carro próprio. Também foram identificados pagamentos de cerca de R$ 28,1 mil em escrituras de imóveis e aproximadamente R$ 3 mil em contas de planos telefônicos.
Ainda conforme o inquérito, R$ 18 mil dos recursos da associação teriam sido utilizados para pagar o escritório de advocacia que fez a defesa de Cléber no início do processo pela morte da corretora. O dinheiro teria sido transferido primeiro para a conta do filho dele, Maicon Douglas, que também foi indiciado, e depois repassado ao escritório.
A investigação apontou ainda que Cléber teria alugado um apartamento como se fosse proprietário do imóvel e recebido dois meses de aluguel, totalizando R$ 2,6 mil. O novo indiciamento trata dos supostos desvios de recursos e é separado da investigação sobre a morte de Daiane.
Cléber está preso desde 28 de janeiro e responde pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Daiane desapareceu em dezembro e seu corpo foi localizado mais de um mês depois em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. Segundo a polícia, os dois tinham histórico de conflitos relacionados à administração de imóveis no condomínio.