Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela estatal durante as negociações da campanha salarial de 2026/2027.
Segundo o G1, o movimento ocorre após sucessivas rodadas de negociação entre os representantes dos trabalhadores e a empresa. Também houve tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas as partes não chegaram a um acordo. A paralisação começou às 22h de quinta-feira.
Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) afirma que a proposta da empresa prevê mudança na condição dos Correios como mantenedores do benefício, o que gera preocupação entre os empregados.
Os Correios, por sua vez, afirmam ter oferecido reajuste equivalente a 100% do INPC para salários e benefícios, além da manutenção de 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente e da preservação da assistência à saúde. Mesmo assim, a proposta não foi aceita nas assembleias.
A greve ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela estatal. Os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e buscam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, como parte das medidas para reforçar o caixa e avançar no processo de reestruturação.