A publicitária Carolina Cordeiro, de 34 anos, ganhou uma nova perspectiva de vida após receber um rim doado pela própria mãe, Stela Maria Cabral. Carolina desenvolveu glomerulonefrite durante a gestação do primeiro filho, em 2022, e o quadro evoluiu para uma doença renal crônica em estágio terminal, levando-a a depender de hemodiálise.
Segundo o Metrópoles, a rotina de tratamento chegou a consumir entre quatro e cinco horas por dia e obrigou Carolina a se afastar do trabalho. A doença também afetou a convivência com o filho e a família. Diante da necessidade de um transplante, parentes e amigos se ofereceram para realizar os exames de compatibilidade.
A mãe de Carolina decidiu se candidatar à doação e, após uma série de exames, descobriu ser 99% compatível com a filha. O transplante foi realizado em 23 de julho, no Hospital Brasília, com auxílio de cirurgia robótica. A técnica permite maior precisão e procedimentos menos invasivos, favorecendo a recuperação pós-operatória.
Cerca de um mês depois da cirurgia, Carolina já havia retomado atividades em casa e os cuidados com o filho, além de relatar mais energia e disposição. Stela também teve recuperação rápida e voltou aos compromissos profissionais duas semanas depois do procedimento. “Não existe presente maior do que devolver a vida a quem a gente ama”, afirmou a mãe.
A história é destacada durante o Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Especialistas ressaltam que a ampliação das doações entre pessoas vivas também pode beneficiar pacientes que dependem da fila de transplantes, ao reduzir a demanda pelo sistema de alocação de órgãos.