O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira (7/6), aos 95 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações causadas por insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor), onde o autor estava em tratamento. O velório será realizado nesta terça-feira, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro Bela Vista, na capital paulista.
Reconhecido como um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira marcada por histórias ambientadas no meio rural, com personagens fortes, romances marcantes e retratos da diversidade cultural do país. Entre suas obras mais conhecidas estão Meu Pedacinho de Chão, Pantanal, Renascer, O Rei do Gado e Terra Nostra, novelas que conquistaram gerações de telespectadores.
Nascido em 1931, na cidade de Gália, no interior de São Paulo, Benedito enfrentou dificuldades desde cedo após a morte do pai. Trabalhou em diferentes profissões para ajudar a sustentar a família até ingressar no jornal O Estado de S. Paulo como revisor. O interesse pela escrita o levou a publicar o romance Fogo Frio, adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, dando início à sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão ocorreu em 1966, na TV Tupi. Depois de passagens por outras emissoras, consolidou sua carreira na TV Globo, onde escreveu sucessos na faixa das 18h, como Cabocla. Em 1990, transferiu-se para a TV Manchete e revolucionou a dramaturgia brasileira com Pantanal, novela gravada em locações externas que valorizou as paisagens e a cultura do bioma. Anos depois, retornou à Globo para criar outros grandes sucessos, entre eles Renascer, O Rei do Gado e Terra Nostra.
Nos últimos anos, Benedito enfrentava problemas de saúde relacionados à insuficiência renal crônica. Em janeiro deste ano, chegou a permanecer 19 dias internado para tratar uma infecção urinária associada à doença. Seu legado permanece vivo na televisão brasileira, inclusive com remakes recentes de Pantanal e Renascer, adaptados por seu neto, Bruno Luperi, que levaram as histórias do avô a uma nova geração de espectadores.