Queimados, prefeitos das maiores cidades goianas terão papel secundário nas eleições

Com desgastes políticos e problemas administrativos, gestores dos maiores municípios perdem papel de puxadores de votos e viram escadinha para a oposição bater

Era natural que os prefeitos das três maiores cidades goianas (Goiânia, Aparecida e Anápolis) fossem protagonistas das eleições deste ano, seja como candidatos ou como cabos eleitorais de seus pretensos sucessores. Mas a realidade é outra. Com gestões mal avaliadas e dificuldades políticas, eles tendem a ter um papel apagado na corrida eleitoral e ainda serão alvo de muita pedrada dos adversários até o final da disputa.

Como estamos?

Goiânia: Virou quase um lugar comum que Rogério Cruz é um dos prefeitos mais mal avaliados da história de Goiânia. Com incontáveis problemas administrativos e uma evidente falta de aptidão política, Rogério é hoje pré-candidato à reeleição unicamente por teimosia própria. É um caso raríssimo de um prefeito de capital que acabou tendo que se desfiliar do próprio partido, pois este não lhe garantiu chapa para ser candidato. Muitos líderes políticos apostam que a pretensão de Rogério de disputar a reeleição vai morrer por inanição e ele acabará optando por concluir o mandato com um mínimo de paz. As últimas pesquisas de intenção de voto o colocam em 5º lugar, na faixa dos 6%.

Aparecida de Goiânia: A brincadeira do meio político goiano é que se a discussão do momento é a possível substituição do presidente Joe Biden por outro candidato democrata na corrida à Casa Branca, aqui em Aparecida isto já ocorreu. Vilmar Mariano (UB) foi sacado da disputa após não conseguir mostrar o mínimo de competitividade para disputar a reeleição. Assumiu o posto o ex-deputado federal Leandro Vilela (MDB). Vilmarzinho, como é conhecido, prometeu em janeiro que fecharia o semestre com a gestão voando e altos índices de intenção de votos. Ele se esforçou com uma agenda intensa, mas não deu resultado. Agora ele avalia seu destino político, que inclui uma decisão sobre apoiar Leandro ou bandear pro lado do adversário Professor Alcides (PL).

Anápolis: Roberto Naves (Republicanos) vive um dos piores momentos dos seus dois mandatos. Depois de ser reeleito em cima de Antônio Gomide (PT) em 2020, numa eleição tida como dificílima, ele não conseguiu deslanchar a gestão e sua imagem pessoal sofreu imensos desgastes. Ao ponto que se viu numa situação inusitada: depois de não conseguir viabilizar seu vice, lançou a pré-candidatura da ex-secretária Eerizânia Freitas (UB), que é da sua cozinha, mas teve que adotar o discurso de que a candidatura não é com ele. Tenta evitar que seu desgaste pessoal transborde para ela. Sobrou até para o governador Ronaldo Caiado, que foi alçado a fiador da pré-candidata e é a aposta do grupo de Roberto para o projeto engrenar. Hoje Eerizânia ainda patina abaixo dos 5% das intenções de voto.

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