O padre Françoá Costa, excomungado pelo Vaticano após aderir à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), voltou a criticar o que classifica como “ideias modernas e heréticas” dentro da Igreja Católica. Em entrevista ao Metrópoles, o sacerdote afirmou que parte das celebrações atuais se distancia da tradição católica. “Vemos várias dancinhas e invenções na missa”, declarou.
Apesar da penalidade canônica, Françoá afirmou que continua rezando diariamente pelo papa Leão XIV e pelo arcebispo de Brasília, cardeal Dom Paulo Cezar Costa. Segundo ele, seu grupo não pretende romper definitivamente com a Igreja, mas resistir ao que considera desvios doutrinários introduzidos nas últimas décadas.
Entre as mudanças criticadas pelo sacerdote estão a bênção a casais do mesmo sexo e a possibilidade de comunhão para pessoas em segunda união. Para Françoá, essas práticas contrariam a doutrina tradicional da Igreja. Ele também afirmou que, neste momento, considera inviável qualquer diálogo com os setores que defendem essas reformas.
A excomunhão ocorreu após a confirmação do vínculo da Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), com a FSSPX, organização tradicionalista fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. O Vaticano entende que a fraternidade rejeita parte das reformas aprovadas pelo Concílio Vaticano II e desafia a autoridade do papa, caracterizando uma situação de cisma.
Mesmo diante da decisão da Igreja, Françoá afirmou que continuará celebrando missas e administrando os sacramentos na comunidade onde atua. O sacerdote sustenta que a excomunhão é “inválida” e reafirma que sua intenção não é abandonar a Igreja Católica, mas preservar aquilo que considera sua tradição.