A britânica Rosie Moran tinha apenas 24 anos quando recebeu o diagnóstico de insuficiência ovariana primária, condição conhecida popularmente como menopausa precoce. O problema fez com que seus ovários deixassem de funcionar antes dos 40 anos, provocando sintomas como interrupção da menstruação, ondas de calor, fadiga e alterações emocionais. Em entrevista à revista Crescer, que repercutiu sua história, Rosie afirmou que enfrentar o diagnóstico tão jovem “foi muito difícil”.
Segundo Rosie, antes de descobrir a causa dos sintomas, ela passou meses sem entender o que acontecia com seu corpo. Além das mudanças físicas, o maior impacto foi emocional, principalmente ao receber a notícia de que as chances de engravidar naturalmente seriam muito reduzidas. Ela descreveu o diagnóstico como um processo de luto, que exigiu tempo para ser compreendido e aceito.
A insuficiência ovariana primária é uma condição rara que afeta mulheres antes dos 40 anos e pode ter origem genética, autoimune ou surgir sem causa conhecida. Especialistas explicam que, apesar de ser frequentemente chamada de menopausa precoce, ela difere da menopausa natural porque a função dos ovários pode ocorrer de forma intermitente em alguns casos. O tratamento costuma incluir reposição hormonal para controlar os sintomas e reduzir riscos à saúde, como osteoporose e doenças cardiovasculares.
Hoje, Rosie usa sua experiência para conscientizar outras mulheres sobre a importância de procurar atendimento médico diante de alterações persistentes no ciclo menstrual ou de sintomas incomuns em idade jovem. Ela afirma que compartilhar sua história pode ajudar outras pacientes a obterem um diagnóstico mais rápido e o suporte necessário para enfrentar a condição.
Embora a menopausa precoce seja incomum, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para preservar a qualidade de vida e oferecer orientação sobre fertilidade, saúde óssea, cardiovascular e bem-estar emocional.