O Brasil atingiu um marco inédito na educação. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluíram a educação básica obrigatória em 2024. O índice é o maior da série histórica iniciada em 2016 e representa um avanço em relação aos 46,2% registrados há oito anos.
Outro dado positivo é a redução da taxa de analfabetismo. Em 2024, 5,3% da população com 15 anos ou mais não sabia ler e escrever, o menor percentual desde o início da série histórica. Ainda assim, o país reúne cerca de 9,1 milhões de analfabetos, sendo que mais da metade está concentrada na região Nordeste.
A pesquisa também aponta crescimento da escolaridade no ensino superior. A proporção de brasileiros com 25 anos ou mais que concluíram uma graduação passou de 19,7% para 20,5% em um ano. Já a média de anos de estudo dessa faixa etária chegou a 10,1 anos, o maior nível já registrado pelo IBGE.
Apesar dos avanços, permanecem diferenças significativas entre grupos sociais. Enquanto 63,4% das pessoas brancas concluíram a educação básica, entre pretos e pardos o percentual é de 50%. Mulheres também apresentam maior escolaridade média do que os homens.
Segundo reportagem do g1, baseada nos dados da Pnad Contínua do IBGE, o país ampliou o acesso à educação em diferentes níveis, mas ainda enfrenta desafios relacionados às desigualdades regionais, raciais e ao analfabetismo entre a população idosa.