A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional após ser aprovada na Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal, onde parlamentares já indicam resistência diante dos impactos econômicos e trabalhistas apontados por setores empresariais.
A proposta em discussão estabelece a redução da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, além da adoção da escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso. Defensores da medida afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir casos de adoecimento mental e ampliar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Segundo reportagem publicada pelo portal g1, entidades ligadas aos trabalhadores e especialistas em relações trabalhistas defendem que o atual modelo de jornada é ultrapassado e contribui para problemas como burnout, ansiedade e alta rotatividade no mercado de trabalho.
Por outro lado, representantes da indústria, comércio e setores de serviços alertam para possíveis impactos negativos na economia. Entre os argumentos apresentados estão o aumento de custos operacionais, risco de inflação, dificuldade para contratação de mão de obra e redução da competitividade das empresas brasileiras.
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos anos após mobilizações nas redes sociais e pressão de movimentos trabalhistas. No Senado, a expectativa é de uma tramitação marcada por disputas entre parlamentares ligados ao setor produtivo e defensores da ampliação dos direitos trabalhistas.