A disputa pela Presidência da República em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos e reúne nomes com trajetórias profissionais bastante distintas. Entre os pré-candidatos colocados até agora estão um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), médicos, jornalistas, ativistas políticos e até um torneiro mecânico. O cenário reflete a tentativa dos partidos de combinar experiência política, projeção pública e identificação com diferentes parcelas do eleitorado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, segue como principal nome da esquerda e provável candidato à reeleição. Antes de chegar ao Palácio do Planalto, Lula trabalhou como torneiro mecânico no ABC paulista, tornou-se líder sindical e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, trajetória que segue como uma das mais conhecidas da política nacional.
Na direita, um dos nomes mais fortes é o do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD. Médico de formação, Caiado tenta ampliar sua projeção nacional após consolidar forte aprovação em Goiás. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, representa o setor empresarial. Dono do Grupo Zema, ele aposta no discurso liberal e na imagem de gestor privado.
Entre os nomes que surgem como alternativas fora da política tradicional está o psiquiatra e escritor Augusto Cury, filiado ao Avante. Conhecido nacionalmente pelos livros sobre inteligência emocional e saúde mental, Cury passou a ser citado nos bastidores como possível opção para um eleitorado mais moderado e cansado da polarização política.
Outro nome em evidência é o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, filiado ao Democracia Cristã (DC). Relator do Mensalão no Supremo, Barbosa ganhou notoriedade nacional e voltou ao debate político como possível alternativa de centro. Também aparece no cenário o ex-ministro Aldo Rebelo, do DC, jornalista de formação e defensor de pautas nacionalistas.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL, também aparece entre os nomes citados nos bastidores para a disputa presidencial de 2026. Empresário e bacharel em Direito, Flávio iniciou sua trajetória política ainda jovem, elegendo-se deputado estadual no Rio de Janeiro antes de chegar ao Senado. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se um dos principais representantes do bolsonarismo no Congresso Nacional e mantém forte influência junto à base conservadora.
Já Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), aparece como representante de uma direita mais conectada às redes sociais e ao ativismo digital.