A Prefeitura de Goiânia começa, nesta terça-feira (25), a instalar 15 mil armadilhas In2Care para ampliar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. As primeiras unidades serão colocadas no Residencial Itaipu. A tecnologia será distribuída por quatro regiões da capital: Sudoeste (1.344), Norte (2.600), Sul (2.624) e Noroeste (3.400).
A medida ocorre em meio ao aumento das arboviroses em Goiânia. Até a semana epidemiológica 32 de 2026, foram confirmados 31.207 casos de dengue na cidade, contra 26.130 no mesmo período de 2025, alta de 19,4%. Já a chikungunya saltou de 100 casos no ano passado para 709 neste ano, crescimento de 609%. Não houve casos confirmados de zika em Goiânia nos dois anos.
A armadilha In2Care atrai fêmeas do Aedes aegypti para um recipiente com água. Ao entrar no equipamento, o mosquito tem contato com um produto que adere ao corpo e pode ser levado para outros criadouros quando ele deixa a armadilha. Dessa forma, a tecnologia ajuda a impedir o desenvolvimento de novas gerações do mosquito e funciona como complemento às ações tradicionais de combate ao vetor.
Além das In2Care, a Prefeitura também iniciou a implantação de outras 10 mil armadilhas, da tecnologia Inestrap. A instalação começou pela Região Leste e seguirá pelas regiões Campinas-Centro e Oeste. Segundo a administração municipal, a previsão é concluir essa etapa em aproximadamente dois meses.
Nesta segunda-feira (24), a Prefeitura também iniciou uma força-tarefa no Setor Jaó, após receber reclamações sobre a proliferação do mosquito na região. Durante a semana, agentes de combate às endemias farão visitas domiciliares, eliminarão criadouros, realizarão borrifação quando houver indicação técnica e promoverão ações de conscientização e educação ambiental.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta os moradores e proprietários de imóveis a permitirem a entrada dos agentes para as inspeções e medidas de controle. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água, uma das principais formas de reduzir os criadouros do Aedes aegypti e ajudar a interromper a circulação do mosquito.