Uma estudante de Direito de 22 anos que usava as redes sociais para ensinar seguidores a evitar golpes virtuais foi presa preventivamente nesta sexta-feira (14/8), suspeita de participar de um esquema de estelionato eletrônico. Segundo a investigação, ela e o companheiro vendiam pela internet celulares que não existiam.
De acordo com o Metrópoles, a jovem é estudante do 7º semestre de Direito e estagiária de um escritório de advocacia. Nas redes sociais, publicava vídeos com orientações para evitar fraudes e ensinava, inclusive, como proceder diante de contas bancárias bloqueadas por suspeita de irregularidades.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) afirma que o casal montou uma espécie de “loja cenográfica” dentro de uma residência em São Paulo. O espaço tinha caixas vazias de smartphones, etiquetas, embalagens e materiais de envio. Fotos e vídeos eram produzidos no local para convencer compradores de que os aparelhos estavam disponíveis e prontos para serem despachados.
Ainda conforme a investigação, perfis falsos reproduziam a identidade visual de uma conhecida loja de telefonia. Depois de negociar com as vítimas e receber os pagamentos via Pix, os suspeitos não enviavam os aparelhos e bloqueavam os compradores nos canais de comunicação. A apuração identificou ocorrências no Distrito Federal e em outros estados.
A Operação Reflexo cumpriu mandados de prisão preventiva contra a estudante e o companheiro, de 25 anos, além de quatro mandados de busca e apreensão. Dispositivos eletrônicos e caixas usadas no cenário foram apreendidos, e a Justiça determinou o bloqueio cautelar de R$ 20 mil. Os investigados devem responder por estelionato mediante fraude eletrônica, cuja pena prevista é de quatro a oito anos de prisão, além de multa.