Usar WhatsApp, acessar redes sociais ou até assistir a vídeos enquanto o avião cruza o céu a milhares de metros de altitude já é realidade em diversas companhias aéreas. Mas, ao contrário do celular em terra, a conexão a bordo não depende diretamente das tradicionais redes móveis 4G ou 5G.
Segundo o TechTudo, o Wi-Fi oferecido nos aviões pode funcionar principalmente por meio de duas tecnologias: comunicação com antenas instaladas em terra ou conexão via satélite. No primeiro sistema, conhecido como Air-to-Ground (ATG), uma antena instalada na aeronave troca informações com torres terrestres enquanto o avião se desloca.
Já a conexão via satélite é especialmente útil em viagens internacionais, sobre oceanos ou regiões onde não existe cobertura de antenas terrestres. Nesse modelo, equipamentos instalados na fuselagem do avião se comunicam com satélites, que fazem a ponte entre a aeronave e a infraestrutura de internet em solo.
Tecnologias mais recentes utilizam constelações de satélites em órbita baixa da Terra, os chamados LEO. É o caso da Starlink, que vem ampliando sua presença na aviação comercial. Por estarem mais próximos do planeta do que os tradicionais satélites geoestacionários, esses equipamentos podem proporcionar menor latência e conexões capazes de suportar atividades como streaming, jogos e chamadas pela internet.
Mesmo com o celular em modo avião, o passageiro pode ativar separadamente o Wi-Fi e se conectar à rede disponibilizada pela aeronave. A velocidade e a disponibilidade do serviço, no entanto, dependem da tecnologia utilizada, da cobertura, da companhia aérea e até do número de passageiros conectados simultaneamente.