O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17), durante agenda em Montes Claros (MG), que medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade deverão ser disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi feita durante visita ao complexo industrial da Eurofarma.
Segundo Lula, o acesso ao tratamento deverá depender de avaliação e prescrição médica. O presidente também defendeu que o uso dos medicamentos seja acompanhado de mudanças nos hábitos alimentares e da prática de atividades físicas.
A declaração ocorre enquanto o Ministério da Saúde avalia a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras à rede pública. De acordo com a pasta, a oferta deverá seguir critérios definidos a partir de estudos e de um protocolo clínico, de forma a estabelecer quais pacientes poderão receber os medicamentos.
Durante o evento, Lula afirmou que a prescrição não deve ocorrer de maneira indiscriminada e pediu participação dos médicos na definição dos pacientes que realmente precisam do tratamento. O presidente também ressaltou que a obesidade não deve ser enfrentada apenas com medicamentos.
Apesar do anúncio, ainda não foram apresentados detalhes sobre quais medicamentos serão fornecidos, quais serão os critérios de elegibilidade, o número de pacientes atendidos ou a data para início da distribuição. Lula também não informou se a medida começará ainda neste mandato.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou o presidente em Minas Gerais, afirmou que o governo trabalha para ampliar o acesso aos medicamentos contra a obesidade de maneira responsável. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já possui 14 medicamentos registrados para esse tipo de tratamento.